Palestra sobre Planejamento on e offline

0

Categorias:


Curso de Relações Públicas da UNISC recebe palestra sobre Planejamento on e offline 


 No dia 03 de maio, o Curso de Relações Públicas da UNISC recebe a palestra de Claudia Palma, da agência Browse de Porto Alegre.  Intitulada “Mundo virtual e real: o Planejamento integrando a comunicação on e offline, a palestra é uma promoção da turma de Planejamento em Relações Públicas e acontece na sala 5328, a partir das 19h30min.

 
Claudia Palma é Digital PR (Relações Públicas digitais) e vem falar sobre sua experiência com planejamento tanto na comunicação offline, ou seja, a comunicação tradicional, quanto na comunicação online, através das mídias digitais. Atualmente, a Relações Públicas é sócia da Agência Browse, agência de estratégia em comunicação digital, produção de conteúdo e seeding. Claudia Palma também possui experiência em empresas como a revista VOID, Rádio Ipanema e Dado Bier, onde atuou como gerente de projetos, produtora de eventos, planejamento de mídia e marketing.

O objetivo da palestra é proporcionar aos acadêmicos, professores e profissionais da área um momento de reflexão sobre a atuação do profissional de Relações Públicas neste cenário da comunicação digital e ressaltar a importância da realização de um cuidadoso planejamento de comunicação, além de promover a troca de experiências e ideias entre os participantes. Todos os alunos e professores do Curso de Comunicação estão convidados, bem como profissionais da área interessados.

"Mídias Sociais" na Aula Inaugural do Curso de Comunicação Social da UNISC

0

Categorias: , ,

Nos dias 21 e 22 de março, respectivamente quarta e quinta-feira, o Curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) irá realizar sua Aula Inaugural do primeiro semestre de 2012. No turno da noite, o evento irá ocorrer dia 21, no Anfiteatro do bloco 18, a partir das 19h30. Pela manhã, na Sala 101, a partir das 8 horas.



A aula do dia 21 será ministrada por Gil Giardelli, professor nos cursos de Pós-Graduação e MBA na ESPM , com mais de 13 anos de experiência na era digital e CEO da Gaia Creative (http://www.gaiacreative.com.br/), empresa em que implementa inteligência de mídias sociais, economia colaborativa e gestão do conhecimento para empresas e instituições como Fundação Roberto Marinho, Grupo CCR, Grupo Educacional Cruzeiro do Sul, BMW Brasil, MINI Brasil, Grupo GSM Brasil, Promobom Autopass, Apogeo Investimentos, entre outras.


Giardelli, que é fundador de outras cinco empresas da era digital e desenvolveu a presença e relacionamento digital e consultorias de Inteligência.com para empresas, Hospital Israelita Albert Einstein, KODAK, falará sobre o tema “Colaboração Humana, Inovação Coletiva e Crowdsourcing: a comunicação na era das redes”.


Para a manhã do dia 22, a aula inaugural será realizada com a presença de Luiz Antônio Araujo, jornalista diplomado pela Universidade Federal de Santa Maria, editor do caderno Cultura e repórter especial no jornal Zero Hora, comentarista da TVCOM e autor de “Binladenistão – Um Repórter Brasileiro na Região mais Perigosa do Mundo” (finalista do 52º Prêmio Jabuti de Literatura 2010).


Entrevista: Da formação ao mercado, os cenários para o profissional de comunicação

0

Categorias: ,

Hoje temos o post da colega acadêmica de RP da UFRGS, Daniela Mattos, que gentilmente quis contribuir para o blog a entrevista que realizou com o Relações Públicas Wallace Ischaber.




---


Diversos autores vêm trabalhando com a hipótese da função estratégica dos Relações Públicas nas organizações em função das atividades desempenhadas nesta área terem como base o planejamento. Por outro lado, cada vez mais as organizações preocupam-se com a sua imagem, em alguns momentos, mais até do que com a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos. Entretanto, o mundo organizacional está percebendo a necessidade de mudar essa cultura do "parecer" para, de fato, "ser" aquilo que prega em sua missão, visão e valores. Tal mudança abre espaço para um perfil de profissional mais atento a essas necessidades, para a sociedade em torno da organização. Este pode ser considerado o diferencial do Relações Públicas: a capacidade de diagnosticar, prever e determinar as estratégias mais adequadas a cada situação apresentada pelo ambiente.


Para Margarida Kunsch , aos Relações Públicas cabe assessorar os dirigentes estrategicamente, percebendo as oportunidades e possíveis dificuldades na comunicação, e também na imagem institucional na sociedade com a qual a organização se relaciona. Esses profissionais, segundo a autora, que avaliarão como o comportamento dos públicos e da opinião pública poderão afetar os negócios e a existência da organização. Diante deste cenário, mais do que pensar na gestão estratégica da comunicação, é preciso que o planejamento de Relações Públicas esteja alinhado com o planejamento estratégico.


Sendo assim, o que se pretende obter com esta entrevista, são algumas respostas acerca da prática das relações públicas, e se os profissionais atuantes no mercado, aqui representado por Wallace Ischaber, levam além da graduação esses preceitos intrínsecos à área. Pretende-se, com o material disponibilizado em formato de entrevista, demonstrar os caminhos possíveis para o Relações Públicas através da trajetória deste profissional que conseguiu, e consegue, vislumbrar na sua formação oportunidades sem limites. O qual observa que o mercado está aberto para aqueles que conseguem fazer bem o seu trabalho e trazer resultados para a empresa assessorada.




Wallace Ischaber, tem 34 anos, graduado em Relações Públicas em 2004 - Belo Horizonte/MG. O profissional mostra-se bastante convicto em relação à escolha da sua profissão. Em parte da sua carreira esteve envolvido com o meio acadêmico e conquistou alguns prêmios importantes. Apesar disso, segundo ele, seu lado prático sempre “falou” mais alto do que o teórico. Assim, ele deixou a vida acadêmica e resolveu enfrentar o mercado. E é nesse momento que sentiu a necessidade de procurar outras especializações, todas elas com algum vínculo à formação de RP, a qual define como “1ª e principal formação”. Atualmente Wallace atua como consultor e assessor, desenvolvendo projetos de relações públicas para pequenas e médias empresas e entidades de terceiro setor, atua também na área política e é assessor de comunicação digital do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP.



ENTREVISTA: Wallace Ischaber “Tenho orgulho em falar: sou Relações Públicas”


Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória profissional. Vimos que você tem várias especializações, o que fez você buscar a carreira de Relações Públicas?


WALLACE: Na verdade a minha 1ª e principal formação é a de Relações Públicas. Tenho orgulho em falar: “Sou Relações Públicas”! Em meu início de carreira fui muito ligado à área acadêmica, ainda como aluno atuava em uma agência experimental de Relações Públicas da instituição onde graduei, antes de concluir o curso eu já estava como coordenador adjunto desta agência. Então eu estava muito próximo de alunos e vivenciando e compartilhando experiências com professores. Neste período, conquistei algumas indicações e prêmios, em 2007 fui indicado ao Prêmio RP do Brasil - Categoria Profissional Revelação - no site http://www.rpdobrasil.com.br/, em 2006 obtive o 1º Lugar como Relações Públicas em Newsletter Digital em Comunicação e Cidadania e 3º Lugar em Eventos na 13ª EXPOCOM. Em 2005 conquistei o 2° Lugar no XXIII Concurso Nacional Universitário de Monografias e Projetos Experimentais de Relações Públicas - ABRP São Paulo - Categoria: Organizações do Terceiro Setor e o 1º Lugar com a Agência Júnior Experimental de Relações Públicas 12ª EXPOCOM, dentre outros.Mas meu lado prático sempre “falou” mais alto que o teórico. Desejando alçar outros vôos, deixei a vida acadêmica e fui ganhar asas no mercado. Minhas especializações vieram da necessidade imposta pelo mercado. Hoje uma simples graduação não é base para concorrer no acirrado mercado de trabalho. Mas não procurei especializações muito diferentes de minha realidade que sempre foi comunicação e RP. Atualmente são elas: Pós em Marketing, Comunicação Coorporativa, Comunicação Digital, Administração e Recursos Humanos.




Quais as suas atividades hoje?

WALLACE: Como filho mais velho, em uma família tradicional mineira, voltei ao lar e hoje sou responsável pelos negócios da família. Administro duas empresas em ramos bem diferentes, uma empresa de porte médio cujo negócio é manutenção de máquinas pesadas de mineração e a outra é uma transportadora interestadual de pequeno porte.Minha atividade principal ainda é a comunicação e as relações públicas, de onde vem meu sustento, meu “ganha pão”. Atuo como consultor e assessor, desenvolvendo projetos de relações públicas para pequenas e médias empresas e entidades de terceiro setor. Na área política, atuo na criação e gestão de campanhas, assim como assessoramento político para entidades e pessoas públicas em cargos eletivos. Também contribuo com minha profissão, sou assessor de comunicação digital do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP.




“Um curso superior também molda o senso crítico das pessoas.”




A sua formação como Relações Públicas é importante para o trabalho que você desenvolve?

WALLACE: Minha formação é tudo! Sem ela não existo, não teria como realizar o meu trabalho, o cerne de tudo que desenvolvo e faço foi aprendido na minha formação em Relações Públicas. É como médico, só é quem fez medicina. RP só é quem fez RP.Em minhas outras atividades já mencionadas, a formação de RP também é importantíssima. Uma formação em Relações Públicas não é um simples curso técnico, é um curso de ensino superior completo, onde também existe a grade básica e de suporte. É um curso de “formação” e profissionalização. Além de formar profissionais de Relações Públicas, formam e moldam pessoas também. Um curso superior também molda o senso crítico das pessoas.


Em sua opinião, a área de comunicação tem o espaço que merece no cenário das organizações contemporâneas?


WALLACE: A área de comunicação tem mais espaço do que merece. Hoje a preocupação é a comunicação, é a imagem e a publicização das ações.Nunca a comunicação teve tanto espaço nas organizações, para reduzir gastos, para aumentar vendas, para projetar imagem, para resolver ou fugir de problemas.



Quais profissionais compõem a Assessoria de Comunicação em que você atua? Há uma divisão clara nas atividades desenvolvidas entre as habilitações?


WALLACE: Hoje dependendo do projeto, trabalho com vários profissionais de várias áreas, de fotógrafos à titereiros. A multidisciplinaridade na comunicação é muito abrangente. Mas cada um faz aquilo que mais entende, não adianta demandar a confecção de um release a um publicitário ou o planejamento de percepção de imagem a um jornalista ou a criação de uma peça a um RP. É cada um no seu quadrado.



Em sua opinião, o profissional de Relações Públicas possui um papel de estrategista/estratégico ou ainda trabalha como executor de tarefas?


WALLACE: Depende do profissional, conheço e já trabalhei com profissionais de RP excelentes estrategistas e já trabalhei também com excelentes RP’s tarefeiros. Depende do perfil e da área de atuação daquele profissional.



Até que ponto você, como profissional de Relações Públicas, tem autonomia de tomar decisões na gestão da Comunicação Organizacional das organizações assessoradas?


WALLACE: É muito engraçada esta pergunta, até um médico tem limites na sua tomada de decisões, hora depende da ética, hora depende dos familiares do paciente. Com o profissional de relações públicas é a mesma coisa, vai depender do seu nível hierárquico, de sua função, da verba para o projeto ou setor e até mesmo do estado de espírito do patrão.Como assessor devo fazer o que me demandam, como consultor depende do cliente acatar as sugestões ou não, como administrador do próprio negócio, depende do meu desejo e vontade.


Quais as mudanças e os desafios para as Relações Públicas em um cenário de convergência e de ênfase na comunicação digital?


WALLACE: Hoje o profissional deve ser ágil, deve prever tudo. Vislumbrar os cenários, ter bom arcabouço teórico, se atualizar, ser “antenado”. Na prática pouca coisa mudou. Não ficou mais difícil, ficou mais rápido. O Profissional de RP deve ter respostas rápidas. Em compensação, multiplicaram as ferramentas e os meios. Há 15 anos, por exemplo, você não atingia um público interno ou “chão de fábrica” de uma metalurgia utilizando o e-mail, hoje estamos à frente do e-mail, com SMS, redes sociais e etc, isso só para citar como um exemplo rasteiro.



Quais as perspectivas para o profissional de Relações Públicas? Quais são as oportunidades hoje, em sua opinião, em que os profissionais de Relações Públicas podem empreender?


WALLACE: O mercado esta crescendo muito, mas se tornando também bastante exigente. Hoje temos oportunidades em todos os ramos e segmentos, basta abrir a cabeça, atender da melhor forma e superando as expectativas para dar aquilo que o cliente precisa. Alguns anos atrás, trabalhar a comunicação e imagem era coisa de empresa muito grande, multinacional ou grande empresa pública. Hoje qualquer negócio, empresa ou pessoa pública sabe da necessidade da construção de imagem e maximização dos lucros. O campo esta aberto, basta ser bom naquilo que faz. Durante toda a história de nossa sociedade, para os bons o espaço está garantido. Tem que saber fazer o trabalho direito e trazer resultados.




---


Referências:
KUNSCH, M. M. K. . Planejamento e gestão estratégica de relações públicas nas organizações contemporâneas. In: VIII Congresso Latino-Americano de Pesquisadores da Comunicação, 2006, São Leopoldo, RS. VIII Congresso Latino-Americano de Pesquisadores da Comunicação. São Leopoldo, RS : Unisinos, 2006. v. 1. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Kunsch.PDF Acessado em 07/12/2011.

A Memória Organizacional como estratégia de relacionamento com o Público Interno

0

Categorias: , ,

Finalizei meu trabalho de conclusão do Curso de Comunicação Social – Hab. Em Relações Públicas final do ano passado, com apresentação para a banca e nota final 10. Achei interessante compartilhar a conclusão deste trabalho aqui no blog, tanto por ser um assunto relativamente novo, mas também por ter resultados bastante interessantes que servem tanto para nós profissionais debatermos, como para o meio acadêmico. Então lá vai...


Interessante é iniciar um trabalho desta profundidade com apenas alguns problemas e algumas suposições que muitas vezes achamos não serem reais, mas ao final da pesquisa, por meio das referências bibliográficas e da parte prática do trabalho, percebe-se que a teoria construída por você mesmo, tem fundamento e pode ser ainda muito aprofundada. No meu caso, constatei que a memória organizacional na região do Vale do Rio Pardo está ocupando um espaço estratégico dentro das instituições, sendo que esse trabalho está cada vez mais se ligando aos profissionais da comunicação, ampliando, dessa forma, as oportunidades de atuação nessa área. Além disso, quando essa memória organizacional vem carregada de depoimentos, isto é, de relatos orais, ela oferece a empresa vários benefícios, sendo que um deles é a valorização do colaborador, conforme constatado em nossa análise.


A Memória Organizacional, por meio dos relatos orais, é na verdade a oportunidade de a empresa trabalhar de forma estratégica o relacionamento com seu público interno. Outro ponto muito curioso é que o uso de encartes comemorativos está se tornando quase que tradição em nossa região, uma vez que já se percebeu em estudos anteriores outras iniciativas por parte de outras empresas. Contudo, é preciso atentar para as especificidades de cada empresa que trabalha o resgate de memória. Não se pode produzir generalizações. Aqui neste estudo é positivo ver que nossa região está se diferenciando de outras partes do país ao trabalhar a história das empresas por meio de encartes comemorativos e, principalmente, por meio do uso das narrativas orais para o relacionamento com o público interno.


Então, é difícil se construir a memória organizacional só com arquivos históricos. É preciso procurar nas pessoas os detalhes da história que cada um tem para contar, as experiências vividas que permanecem vivas através de sentimento e emoção de cada indivíduo. Percebe-se nos funcionários entrevistados através dos seus depoimentos que todos falam do acolhimento, do orgulho de estar ali, de se sentirem valorizados, de considerarem a empresa sua segunda família.

É com louvor que este trabalho finalizou com a percepção de que está havendo resgate histórico na região Vale do Rio Pardo e que, principalmente, são os profissionais da comunicação que estão trabalhando isso de forma estratégica, semelhante aos trabalhos desenvolvidos na região do Sudeste. O entendimento da importância da construção da memória organizacional como importante ferramenta de relacionamento interno está evoluindo, valorizando assim os colaboradores. É desta forma, que nos parece que inicia a história de uma empresa, isto é, são as pessoas envolvidas com a instituição que fazem a história, elas que ajudam a escrever e manter viva essa memória organizacional.


Finalizo este post com algumas indagações que ao final do trabalho surgiram e que ainda podem servir como tema para muitos trabalhos: será que o jornal, por meio de encartes comemorativos, ocupa um espaço maior em instituições que não possuem a estrutura de endomarketing e de profissionais de Relações Públicas? Será que a memória organizacional não deveria ser o ponto chave para se trabalhar outras ações estratégicas de comunicação, isto é, na verdade o planejamento estratégico de comunicação não deveria partir de acordo com a história de cada instituição? Uma vez que é a memória que tem a base da empresa, os valores a serem resgatados e que deveriam permear todas as atitudes tomadas tanto da direção como funcionários. Além disso, sabemos que hoje a região do vale do Rio Pardo, mais especificamente Santa Cruz do Sul, segundo dados do IBGE (2010) têm-se uma média salarial mais alta do país, será que isso significa funcionários mais satisfeitos? E, ou mesmo com salários mais altos ainda há uma insatisfação por parte dos funcionários? São questões muito interessantes, que devem ser trabalhadas, pois são a partir delas e de outros estudos de comunicação que mostram ao mercado a importância desses profissionais.

Quanto vale uma calça jeans?

0

Categorias: ,

Quando compramos um par de calças jeans, ele está “carregando” 11 mil litros de água, desde o processo de cultivo do algodão até chegar à loja. Só para ter uma noção: 11mil litros de água é o equivalente à capacidade de um caminhão-pipa.


A revista Vida Simples desse mês - vale a dica para quem curte o tema - mostra esses números que, por si só, são um alerta quando pensamos que a calça jeans faz parte da vida de milhões de pessoas. É algo que não se quer acreditar ou pelo menos, nunca pensamos nisso. Quando lavamos uma (essa mesma) calça jeans temos a ideia de que são necessários 21 litros de água? Claro que não! E que isso poderia hidratar e manter uma pessoa durante todo um dia?


Esse é um exemplo de uma simples peça feita para durar, a priori, muito tempo (eu ainda consigo usar uma calça do tempo de colégio – a Mãe Natureza agradece). Em outros bens de consumo não duráveis, como o celular, os números podem ser ainda mais impressionantes. O quanto comprometem a sustentabilidade social e ambiental? Fico imaginando quantas pessoas empregadas a preço de mão de obra barata e o impacto ambiental desse processo, tudo para nos aprisionar numa vida de consumos.

Nossa visão sempre foi, até então, limitada. Somos acostumados a enxergar o produto desejado com uma finalidade única: matar a nossa sede de consumo e/ou nos deixar mais bonitos, ou mais poderosos, ou ter mais status.

Psicologia do consumidor à parte, o tema sustentabilidade provoca com que pensemos não apenas no objeto em si, mas em todo o seu ciclo produtivo: cultivo da matéria-prima, fabricação, transporte, o uso do bem até o seu descarte. Outra coisa que li, muito interessante, que nunca pensamos: se o produto diz “reciclado”, achamos que estamos fazendo grande coisa em comprá-lo, mas e o seu descarte? Também faz parte do processo e depende de nós. Aí sim o produto será considerado reciclado (veja como a sustentabilidade pressupõe a atitude correta de todos em prol de algo maior).

É claro que não serei idealista a ponto de defender o não consumo, até porque faz parte da vida, das vontades e da forma como aprendemos a lidar com o mundo. O que observo e o que leio a respeito é que, pela primeira vez, nos interessamos e há informação pronta para nos ajudar, de como podemos compensar ou usar de modo mais corretamente os nossos bens de consumo. A sua calça jeans, por exemplo, o ideal é que se lave uma vez a cada duas semanas. Ah, e depois quando não for mais útil, doe. #ficadica.

A sustentabilidade parece mais próxima da realidade, - e mais distante da utopia -, quando conseguimos visualizar na vida a forma como podemos contribuir. Para a prática ser efetiva, o entendimento e a racionalização de todo o processo é fundamental. Vejo que o mundo da informação conspira para que estejamos mais conscientes e prontos para agir, mesmo que seja através de atitudes muito simples, como cuidar bem do que é da gente. Isso também é sustentabilidade.

DICA: Exemplo de atitude sustentável são as árvores da Praça da Bandeira feitas de reaproveitamento de materiais. Vale a visita!

Related Posts with Thumbnails
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...